O peso das metas

Metas são importantes. Elas ajudam a organizar o trabalho, mostram para onde devemos ir e nos dá a direção para os futuros resultados. O problema começa quando a meta deixa de ser um objetivo e vira um peso.
Isso acontece quando nunca o que fazemos é o suficiente. Dentro do trabalho isso acontece quando mesmo depois de uma boa entrega, a cobrança aumenta. Quando os prazos não combinam com a realidade e a pessoa precisa escolher entre cumprir o que foi pedido ou preservar a própria saúde. É aí que a meta começa a pesar.
A pessoa acorda pensando no que ainda não conseguiu fazer. Almoça olhando o celular e o relógio. Leva trabalho para casa e, mesmo quando descansa, sente culpa por não estar produzindo. A mente continua trabalhando, mesmo depois que o expediente termina. Com o tempo vem a ansiedade, a irritação, a dificuldade para dormir, o medo de errar e aquela sensação de estar sempre com o trabalho atrasado, mesmo fazendo o máximo possível.
Eu não acredito que o problema esteja nas metas. O problema está na forma como elas são criadas e cobradas. Uma meta saudável precisa ser clara, possível e compatível com os recursos disponíveis. Também precisa considerar imprevistos, limites humanos e a realidade de quem vai executá-la.
Cobrar resultados sem oferecer estrutura não é gestão. É transferir toda a pressão para quem está na ponta. Por trás de cada indicador existe alguém se esforçando, lidando com dificuldades e tentando entregar o melhor que consegue. Quando a empresa enxerga apenas o resultado final, deixa de perceber o custo emocional que teve dentro do alcance daquela meta.
Metas devem estimular o crescimento e não provocar medos e inseguranças. A jornada deve ser vista tão quanto mais importante que a conquista do objetivo final. E quando se vive esta jornada com saúde e bem-estar a meta, quando conquistada, é celebrada com as melhores energias, gerando um resultado positivo para o inicio da nova meta.




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