Liderança que adoece
- Cláudia Russo

- 4 de ago.
- 1 min de leitura

Nem toda liderança fortalece uma equipe. Algumas, infelizmente, vão adoecendo as pessoas aos poucos. Isso acontece quando o medo vira uma forma de comandar. Quando só existe cobrança, quando tudo vira motivo para crítica e quando o trabalhador começa o dia já preocupado com a reação do chefe.
Às vezes, não há gritos nem humilhações explícitas. Mas existem ironias, ameaças disfarçadas, controle excessivo, mudanças repentinas e uma sensação constante de que nunca está bom. Com o tempo, a equipe começa a se calar. As pessoas deixam de dar ideias, evitam fazer perguntas e passam a trabalhar apenas para não errar. Não porque perderam o interesse, mas porque perderam a segurança. E isso pesa.
Aparecem a ansiedade, a irritação, os conflitos, o cansaço e a desmotivação. Bons profissionais começam a duvidar da própria capacidade ou simplesmente procuram outro lugar para trabalhar.
Eu acredito que uma liderança firme não precisa ser uma liderança dura. É possível cobrar resultados sem humilhar, corrigir sem ferir e acompanhar sem controlar cada passo. Liderar é também saber ouvir. É dar clareza, reconhecer esforços e permitir que as pessoas trabalhem sem viver em estado de defesa. Uma boa liderança faz a equipe crescer.
Uma liderança que adoece pode até conseguir resultados por algum tempo, mas deixa pelo caminho pessoas cansadas, inseguras e emocionalmente feridas. No fim, ninguém deveria precisar adoecer para provar que é um bom profissional para o seu chefe.
A Burnout Empresarial com suas consultorias e palestras ajuda as empresas a identificar riscos psicossociais e a desenvolver ambientes de trabalho mais humanos, seguros e saudáveis.



Comentários