NR-1 atualizada: O que muda na gestão de riscos psicossociais
- Cláudia Russo

- 3 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Mas afinal, o que muda na prática para empresas e trabalhadores?
A NR-1 e o reconhecimento dos riscos psicossociais
Tradicionalmente, quando falávamos em segurança do trabalho, a ênfase estava em equipamentos, ambiente físico e prevenção de acidentes. Com a NR-1 atualizada, os fatores psicossociais passaram a ser considerados de forma oficial como riscos ocupacionais que precisam ser diagnosticados, avaliados e controlados.
Isso significa que condições como:
Alta exigência de tempo,
Baixo controle e autonomia,
Assédio e violência,
Conflito entre vida pessoal e profissional,
Falta de reconhecimento,
entre outros fatores, não podem mais ser tratados apenas como “problemas individuais” ou “questões de comportamento”. Agora, são entendidos como questões organizacionais, que impactam diretamente a saúde mental, a produtividade e a segurança do trabalhador.
O papel do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)
Com a mudança, as empresas precisam integrar os riscos psicossociais dentro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Isso quer dizer que:
Devem identificar se esses riscos estão presentes;
Mapear os setores mais vulneráveis;
Criar planos de ação para redução ou eliminação dos fatores de risco;
Monitorar continuamente os resultados.
Não é mais opcional. A ausência de medidas preventivas pode levar a passivos trabalhistas, multas e até prejuízos de imagem, já que saúde mental se tornou um tema socialmente relevante.
Impacto para empresas e trabalhadores
Para os trabalhadores, a mudança representa proteção e respaldo legal. Ou seja, saúde mental não é luxo, é direito.
Para as empresas, a nova NR-1 é também uma oportunidade: ao adotar práticas de prevenção, é possível reduzir absenteísmo, presenteísmo, turnover e ainda aumentar o engajamento e a performance das equipes.
A atualização da NR-1 é um marco, ela reconhece que a saúde do trabalhador vai muito além de acidentes físicos. Inclui também os fatores emocionais, relacionais e organizacionais que moldam o dia a dia dentro das empresas.
Se antes falar em burnout, estresse e riscos psicossociais era visto como secundário, agora é uma obrigação legal e estratégica.



Comentários