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NR-1 atualizada: O que muda na gestão de riscos psicossociais

Nos últimos anos, a discussão sobre saúde mental no trabalho deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma exigência legal. A atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) trouxe um olhar mais atento para os riscos psicossociais, colocando-os lado a lado com os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.
Nos últimos anos, a discussão sobre saúde mental no trabalho deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma exigência legal. A atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) trouxe um olhar mais atento para os riscos psicossociais, colocando-os lado a lado com os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

Mas afinal, o que muda na prática para empresas e trabalhadores?

A NR-1 e o reconhecimento dos riscos psicossociais

Tradicionalmente, quando falávamos em segurança do trabalho, a ênfase estava em equipamentos, ambiente físico e prevenção de acidentes. Com a NR-1 atualizada, os fatores psicossociais passaram a ser considerados de forma oficial como riscos ocupacionais que precisam ser diagnosticados, avaliados e controlados.

Isso significa que condições como:

  • Alta exigência de tempo,

  • Baixo controle e autonomia,

  • Assédio e violência,

  • Conflito entre vida pessoal e profissional,

  • Falta de reconhecimento,

entre outros fatores, não podem mais ser tratados apenas como “problemas individuais” ou “questões de comportamento”. Agora, são entendidos como questões organizacionais, que impactam diretamente a saúde mental, a produtividade e a segurança do trabalhador.

O papel do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)

Com a mudança, as empresas precisam integrar os riscos psicossociais dentro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Isso quer dizer que:

  • Devem identificar se esses riscos estão presentes;

  • Mapear os setores mais vulneráveis;

  • Criar planos de ação para redução ou eliminação dos fatores de risco;

  • Monitorar continuamente os resultados.

Não é mais opcional. A ausência de medidas preventivas pode levar a passivos trabalhistas, multas e até prejuízos de imagem, já que saúde mental se tornou um tema socialmente relevante.

Impacto para empresas e trabalhadores

Para os trabalhadores, a mudança representa proteção e respaldo legal. Ou seja, saúde mental não é luxo, é direito.

Para as empresas, a nova NR-1 é também uma oportunidade: ao adotar práticas de prevenção, é possível reduzir absenteísmo, presenteísmo, turnover e ainda aumentar o engajamento e a performance das equipes.

A atualização da NR-1 é um marco, ela reconhece que a saúde do trabalhador vai muito além de acidentes físicos. Inclui também os fatores emocionais, relacionais e organizacionais que moldam o dia a dia dentro das empresas.

Se antes falar em burnout, estresse e riscos psicossociais era visto como secundário, agora é uma obrigação legal e estratégica.




 
 
 

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